Por Da Redação SCNotícias Em Segurança Atualizada em 02 SET 2020 - 10H11

Casal suspeito de matar grávida em Canelinha é preso preventivamente

O requerimento pela prisão preventiva foi feito pelo Promotor de Justiça Fred Anderson Vicente, após as apurações iniciais e a confissão da investigada


Casal suspeito de matar Flavia Godinho Mafra, grávida, e extrair o feto, em Canelinha é preso preventivamente – Foto: Reprodução/internet/ND


A prisão em flagrante de um casal suspeito de matar uma mulher grávida a fim de ficar com o bebê, em Canelinha, foi convertida em prisão preventiva a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A manifestação para a conversão foi feita no sábado (29) e deferida em seguida pelo Juízo da Comarca de Tijucas.

O requerimento pela prisão preventiva foi feito pelo Promotor de Justiça Fred Anderson Vicente no sábado, em regime de plantão, após as apurações iniciais e a confissão da investigada apontarem a realização de um crime bárbaro e premeditado.

Neste mesmo dia ocorreu o velório e sepultamento de Flavia Godinho Mafra. Segundo as provas até o momento produzidas, a investigada teria levado a vítima para um local ermo, supostamente para participar de um chá de bebê surpresa, onde a matou.

Na ocasião, a vítima estava grávida, e a investigada teria usado um estilete para realizar, de forma precária, o parto da recém-nascida.

Em seguida, a investigada foi até o Hospital de Canelinha e informou que o filho da vítima era seu e que teve que fazer o parto em via pública, solicitando, portanto, ajuda no seu pós-parto.

A equipe do hospital que atendeu a demanda e percebeu que as informações seriam controversas, e acionou a Polícia Militar, que constatou o crime.

“O nível de periculosidade dos agentes, aliado às peculiaridades do caso, como a frieza com que o crime foi perpetrado, inclusive com prévia e extensa organização dos atos, leva a crer que a ordem pública certamente estaria abalada com a liberdade deles, digo mais, estaria fortemente abalada”, argumentou o Promotor de Justiça.

O caso será acompanhado pela Promotora de Justiça Mirela Dutra Alberton, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tijucas, com atribuição para atuar na esfera criminal.

Fonte: ND+

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